Liderança compassiva não é ser boazinha/ bonzinho.
- Andréa Profeta

- 21 de abr.
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E confundir as duas coisas está custando caro a muitas líderes.
Vou ser direta.
Compaixão não é concordar com tudo.
Não é evitar conversas difíceis.
Não é absorver a dor da equipe até não sobrar nada para você.
Não é liderar com medo de desapontar.
Isso não é compaixão.
É complacência com verniz emocional.
Compaixão real, a que a neurociência estuda e a que aparece nas organizações de alta performance, tem uma estrutura diferente.
Ela começa por dentro.
Primeiro, a capacidade de reconhecer o que está acontecendo em você, na outra pessoa, no sistema.
Depois, a disposição de agir a partir desse reconhecimento. Não de reagir. De agir.
Uma líder compassiva consegue dizer não com presença.
Consegue dar um feedback duro com cuidado genuíno.
Consegue manter um limite sem perder a conexão.
Consegue responsabilizar sem humilhar.
Isso não é soft skill.
É uma das habilidades mais complexas que existe e uma das mais raras.
Porque exige que você conheça seus próprios gatilhos.
Que saiba quando está agindo a partir do medo de conflito, e quando está agindo a partir de valores.
Que tenha regulação suficiente para estar presente mesmo quando é difícil.
Nas organizações onde implanto programas de liderança compassiva, a primeira pergunta que faço não é sobre a equipe.
É sobre o líder.
Como você está?
O que você carrega que não é seu?
O que você evita que precisaria enfrentar?
A equipe sempre reflete o estado interno de quem lidera.
Sempre.
O que a sua equipe está refletindo hoje?

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