Expatriadas: o que 13 anos acompanhando mulheres no exterior me ensinaram
- Andréa Profeta

- 12 de abr.
- 1 min de leitura

Ela era diretora em São Paulo.
Depois de mudar para Londres com o marido, virou "a esposa de".
Esse não é um caso isolado. É uma história que ouço há 13 anos, em versões diferentes, em mais de 10 países.
A mulher que muda de país por amor, por oportunidade ou por escolha e descobre que a identidade profissional que construiu não atravessa fronteiras com a mesma facilidade que a mala. O diploma não tem o mesmo peso. A rede de contatos não existe. O sotaque a coloca em desvantagem antes de terminar a frase. E em casa, o papel que sobrou é o de suporte.
Não é só sobre carreira. É sobre quem ela é quando tira o cargo do nome.
O que esse trabalho me ensinou é que a expatriação feminina tem uma camada que raramente aparece nas conversas de relocação: a camada da identidade.
Quem sou eu fora do contexto que me formou? O que fica de mim quando tudo o que definia minha competência some? Como reconstruo autoridade em um lugar onde ninguém me conhece?
Essas perguntas não têm resposta rápida. Mas têm resposta. E encontrá-las é um dos processos mais profundos e transformadores que já acompanhei.
Se você está no exterior ou já esteve, o que foi mais difícil de preservar?
#expatriadas #brasileirasnoexterior #identidade #mulhereslíderes #psicologia #liderança #autoconhecimento


Comentários