Você aprendeu a liderar tudo, menos a si mesma
- Andréa Profeta

- 12 de abr.
- 1 min de leitura

Você aprendeu a liderar tudo, menos a si mesma.
Aprendeu a gerenciar prazos, pessoas, resultados.
Aprendeu a manter a compostura quando tudo desmorona.
Aprendeu a aparecer, mesmo quando por dentro está exausta.
Mas ninguém te ensinou o que fazer com o peso disso.
E o peso tem nome.
Tem o nome de cada reunião em que você segurou o que queria dizer.
Tem o nome de cada vez que você foi a última a sair e a primeira a chegar.
Tem o nome da sensação de que, por mais que entregue, nunca é suficiente.
Isso não é fraqueza.
É o custo de liderar sem se conhecer profundamente.
Quando não sabemos o que nos move de verdade, os nossos medos, os nossos padrões, as histórias que carregamos sobre o que significa ser competente, ser boa o suficiente, ser digna de ocupar esse espaço, nós lideramos no automático.
E liderar no automático tem um preço.
O preço costuma ser cobrado primeiro no corpo.
Depois, nos relacionamentos.
Por último, quando já não dá mais para ignorar na carreira.
Há 12 anos trabalho com mulheres que chegam até mim no momento em que esse preço ficou alto demais.
O que elas têm em comum não é falta de competência.
É excesso de desconhecimento de si.
A pergunta que muda tudo não é "como lidero melhor".
É "quem é a pessoa que lidera".
Você já se fez essa pergunta?

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